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28 de fev. de 2012

Frank - consciência mística, holística e espiritualista

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O arquiteto, designer gráfico, fotógrafo e artista plástico, Luís Carlos Frank (L.C.Frank) em entrevista ao jornalista Fernando Camillo (F.C) desvendou parte de sua vida. Em meio a batalhas travadas; foram muitas as suas conquistas.

Luís Carlos Prestes é o nome de batismo do enigmático Luís Carlos Frank (L.C. Frank) . Uma iniciativa por parte de seus avós que confirma toda a admiração e consideração por um homem - considerado revolucionário / comunista que também foi o responsável pela Coluna Prestes.

Frank conta que não ficou nem três meses com esse homônimo; pois trazia inúmeros constrangimentos; tendo que os avós recorrerem ao escrivão, para novo registro na pacata Divinópolis da década de 40.
Nascido na cidade de Cláudio /MG, L.C. Frank é membro de uma família de sete filhos, onde seis, são mulheres.

  • Pai: Antonio Rocha (in memorian)
  • Mãe: Anna Carneiro (in memorian)




*A avó criou o engenheiro Gabriel Resende Passos - órfão aos oito anos de idade, ocasião em que seus pais foram acometidos por varíola, uma grave enfermidade do século XX.


Entrevista com Luís Carlos Frank


FC – De que forma o L.C.Frank teve como destino a cidade de Divinópolis?

L.C.Frank - Meu pai, sendo um fotógrafo, veio fixar residência aqui para montar um estabelecimento e comercializar suas fotos. O Rocha como ficou conhecido em Divinópolis, veio se tornar, Foto Halff. Depois de muito tempo auxiliando meu pai na sua profissão de fotógrafo, ele resolve montar um outro tipo de comércio que mais tarde se tornou, Agencia Sousa.

FC – Seu pai foi um grande comerciante e empreendedor. O que mais ele realizou por aqui?

L.C.Frank – Ele montou a Fábrica de Bebidas CONSI (comercializava e fabricava: vinhos); experiência adquirida com a sua mãe.
Meu pai, Antonio Rocha, ainda prestou relevantes serviços à empresa Soares Nogueira.

FC - E seus estudos? Quais as escolas que fizeram parte da sua trajetória?

L.C.Frank – Iniciei meus estudos na cidade de Cláudio.
Depois fui fazer o ginasial em Pitangui. Já em Divinópolis, fiz admissão no Colégio Estadual. Afastei-me dos estudos e fui viajar com meu pai por quase uma década. Na época, ele era empreiteiro. Viajamos muito e percorremos alguns estados como: Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, outros. Ao final dessa etapa de minha vida, fomos ainda; até a Argentina e também a Ilha de Páscoa.

FC - Você registra no seu currículo, uma certa passagem pelo Museu de Arte Moderna (MAM). Como se deu este episódio?

L.C.Frank – Eu, juntamente com o empresário Carlos Sion, em 1970, trouxemos ao Brasil, no Museu de Arte Moderna – MAM, o show internacional de Alice Cooper.

FC – Você já esteve morando numa espécie de república de estudantes, onde também morava Túlio Mourão. Como foi essa experiência e esta fase de sua vida?


L.C.Frank – Em 1969, quando retornei das inúmeras viagens em companhia de meu pai, fui morar na cidade do Rio de Janeiro para estudar música. Estudei na Escola de Música Villa Lobos e
numa daquelas idas e vindas a Divinópolis, convidei o Túlio Mourão para morar comigo. Permaneci por um bom tempo na Escola de Música Villa Lobos até conhecer, Billy Blanco. Foi ele que me levou pela primeira vez à Escola de Arquitetura do Rio de Janeiro, na Ilha do Governador - Fundão. Prestei vestibular e passei. Foi transitando pela Escola de Música Villa Lobos e pela Escola de Arquitetura (Fundão) que fiquei conhecendo o músico Antonio dos Santos (Lulu Santos) que acabou sendo convidado para participar do SUNS’ROCK, em 1972 – evento que promovi e que aconteceu; em Divinópolis, no Campo do Ferroviário, no bairro Esplanada. Em 1978 fui morar em Brasília para concluir o curso de Arquitetura na Universidade Nacional de Brasília (UNB), onde desenvolvi o don da fotografia – percebi a sua fragilidade e adquiri maior familiaridade. A fotografia na minha vida advém de anos dedicados ao curso de Arquitetura.

FC – E depois? O que mais lhe aconteceu?

L.C.Frank – No ano seguinte retorno a Divinópolis para casar-me com Eliane Mourão (Nana) com quem tive três filhos: O primogênito; Felipe, Henrique e Maria. Com a Nana trabalhei muito em parceira nas várias montagens de peças teatrais; também com cenários, iluminação; e até mesmo, participando como ator. Dividi a autoria dos textos com a Nana e eternizei o nosso trabalho em fotos.

FC – Por mais de quinze anos você vive o circuito Divinópolis / Tiradentes – Tiradentes/ Divinópolis. O que fica dessa experiência?

L.C.Frank – A primeira ação que eu me lembre, foi criar o informativo: “A Forca”. No ano de 1988 fui convidado a ser Secretário Municipal de Cultura de Tiradentes. Entre várias realizações, podemos citar: Encontro Nacional de Bicicletas Antigas, Encontro dos Sete Dias de Paz com a participação da UNESCO. Nessa mesma ocasião fiquei conhecendo a UNIPAZ, com quem mantenho contato até os dias atuais.

FC – Se existe hoje, um Sindicato da Confecção e do Vestuário em Divinópolis é devido a sua iniciativa no passado.Como ela se deu?

L.C.Frank – No ano de 1982 criamos a Feira da Moda de Minas Gerais – a primeira em todo estado. Nessa mesma ocasião fomos os responsáveis pelo surgimento da Associação Divinopolitana dos Confeccionistas (ADCOM) – o embrião e a célula geradora de todas conquistas do segmento. Também nessa mesma ocasião atuei na elaboração de logomarcas, fotos para catálogos, desenho de moda e projetos arquitetônicos para lojas como: Delles Jeans, Carapuça, 5 Avenida, Modinha, Siri e tantas outras.

FC - Quando surgiu essa sua identidade com as artes plásticas?

L.C.Frank – Ao final da década de 60, eu já participava da Semana de Arte de Divinópolis que revelou talentos como: Geraldo Teles de Oliveira - o escultor G.T.O., Olivier Mourão, Waldir Caetano, Hevecus, Heraldo Alvim, Paulo Bernardo, Petrônio Bax, Roner Gontijo,José Hilton, Paduano, Celeste Brandão, Iolanda Souki e tantos outros.
Na década de 70 já fazia obras de bico de pena – muitas se encontram nos Estados Unidos.

FC– Quando foi que surgiu uma tendência para buscas espiritualistas? Quando foi mesmo que você desenvolveu o seu lado místico?

L.C.Frank – Foi quando entrei em contato e me vi envolvido efetivamente com a yoga e o budismo – um longo processo de consciência mística, holística e espiritualista. Há exatos 40 anos, descobri a influencia da filosofia oriental em minha vida. Todo esse tempo, sempre procurei trabalhar com uma linha que não fosse tão materialista.

FC Em qual frente de trabalho você está atuando?

L.C.Frank – A partir de todas essas experiências senti a necessidade de ter a minha própria estrutura. Fazer um resgate de minha essência; aprimorando cada vez mais e para tal; foi necessário montar um espaço próprio para poder trabalhar mais e melhor.
O último projeto realizado por mim, foi à confecção de cerca de cinco mil calendários / almanaques / 2012 que culminará com a realização do Congresso da Paz – previsto para acontecer de 1 de junho a 07 de julho; integrando as comemorações do Centenário de Divinópolis.


Luís Carlos Frank planeja para o início do mês de junho uma ação holística que contará com inúmeras frentes de atuação na busca incessante por uma melhor qualidade de vida. Com duração de mais de um mês, o mega evento, reunirá em espaços distintos, milhares de pessoas e dezenas de palestrantes. Algumas presenças já estão sendo confirmadas.


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21 de mai. de 2011

Nova modalidade de esporte é aprovada pelo comitê olímpico

Depois de anos de prática e sem o reconhecimento por parte do Comitê Olímpico, o futebol de areia vem ganhando adeptos mundo afora e tem sido a preferência de modalidade praticada nos territórios mais adversos de todo país. 

]Em Divinópolis a Copa Centenário caminha para a sua fase final e o mentor desse empreendimento - o publicitário Luís Fernando é quem com propriedade relata esta experiência.



 Como surgiu a idéia de realizar a Copa Centenário de Futebol de Areia?

Depois do grande sucesso na década de 1990 de competições na areia realizadas por mim e por meu irmão Tarcísio Maritns, quando estávamos juntos à frente da extinta VHT Produções, nenhuma outra competição neste sentido foi realizada, as vezes por falta de apoio financeiro e outras por falta de local adequado para a realização do evento. Com a criação do Feirão de Divinópolis, o Parque de Exposições com sua arena em formato de estádio, se tornou o local ideal para a realização e com a proximidade do Centenário de Divinópolis, nada mais justo que homenagear nossa cidade com o Título da competição. 

 
Quais foram as dificuldades encontradas?
As dificuldades foram de ordem organizacional apenas... nossa intenção sempre foi a de realizar um projeto esportivo que pudesse marcar o centenário da cidade e oferecer às famílias e desportista uma opção a mais de lazer e prática esportiva na cidade. 

 
Quais foram as parcerias estabelecidas para a viabilização desta iniciativa?
A Copa Centenário só pôde ser concretizada devido a participação efeitiva da Prefeitura Municipal de Divinópolis e do Governo do Estado. Tão logo o projeto foi apresentado ao Governo do Município e ao Conselho do Centenário, ele foi abraçado pelo prefeito municipal Vladimir Azevedo que imediatamente acionou suas secretarias e se empenhou diretamente nos contatos com o Governo do Estado na busca de recursos que pudessem dar o aporte ao lado dos investimentos municipais. Foram firmados convênios públicos municipais e estaduais para que o projeto pudesse ser contemplado com recursos.

 
Qual o saldo desse empreendimento?
A Copa hoje é um marco no calendário esportivo da cidade. Esta edição de 2011 é a primeira de uma série de três outras etapas que compôem o projeto. Estamos terminando a edição de 2011 e já preparando a edição de 2012 que será já no ano do centenário. Além disso em junho teremos dentro das comemorações do aniversário da cidade a TAÇA CENTENÁRIO - GRANDE CAMPEÃO - que será disputada entre os campeões e vices das Copas 2011 e 2012 (de fev a maio). Serão eventos esportivos que ao lado dos demais, promovidos pela Secretaria de Esportes e Lazer e pelo Conselho do Centenário, marcarão as festividades dos 100 anos da cidade. 


 
O que os atletas, parceiros e o público em geral, pode esperar para a edição de 2012?
Podem esperar uma Copa ainda mais grandiosa, organizada e se Deus quiser, com uma aberura ou encerramento com a presença da Seleção Brasileira de Beach Soccer, a grande inspiração para todos os atletas que disputam o futebol de areia. Os compromissos do Governo Municipal já estão firmados para as próximas etapas e o Secretário de Esportes e Lazer, Rômulo Duarte, o maior incentivador do projeto ao lado do prefeito municipal, já está buscando a continuidade da participação também do Governo do Estado para as etapas de 2012. Esperamos que, ao encerrarmos a TAÇA CENTENÁRIO - GRANDE CAMPEÃO em junho de 2012 tenhamos escrito uma das mais belas páginas da história esportiva divinopolitana.
 

4 de fev. de 2011

O guardião da literatura de vanguarda

                                                       
Márcio Almeida é um dos ícones da literatura brasileira. Participou de subseqüentes movimentos literários existentes por todo Brasil. No período de maior efervescência literária em Divinópolis, Márcio Almeida participou ativamente, na década de 60, do Movimento Agora e a da realização das Semanas de Arte. O escritor esteve recentemente em Divinópolis para compartilhar da 3ª Maratona Barkaça, onde proferiu a palestra: Guerrilhas Literárias em Minas - um século de resistência através da literatura.

Para quem pôde estar presente á palestra, as palavras emitidas pelo professor Almeida nos revertem ao que de mais precioso existe em termos de literatura produzida no último século. Nos dá a noção exata e cronológica de autores consagrados e independentes que marcaram época com seus sonetos, versos em prosa, grupos literários e a essência da poesia, dita maldita pelo seu conteúdo contestador.

[...]Venho à cidade de Divinópolis para participar de um evento cultural que já acontece desde o início da década de 60, quando havia por aqui, as Semanas de Arte e logo em seguida, o Movimento Agora - que tinha entre outros líderes: Lázaro Barreto, Fernando Teixeira, Sebastião Benfica Milagres, Osvaldo André de Mello, Waldir Caetano, Mauro Eustáquio, Maria Cândida; entre outros tantos. Eles sim agregavam aqui, regionalmente o que se fazia de mais interessante no estado - reunindo o pessoal de Vix e da Geração Frente de Oliveira, Estaca de Divinópolis, Lunapo de Pirapora, Pitix Vereda de Belo Horizonte, além de todos os movimentos recém formados na antiga FAFICH, no bairro Santo Antônio que disseminaram o que em Minas tem como um dos principais minérios; a literatura.
( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).

[...] As Revistas: Psiu, Protótipo e Enéditos, mais no mínimo uma dúzia de publicações; fizeram com que Minas fosse uma referência nacional, mundial - a partir da aglutinação que fez o Suplemento Literário, em Minas Gerais, na década de 60 - com a editoração do Murilo Rubião, pai do Realismo Fantástico. Autores como Afonso Ávilla - precursor modernista no estado trouxe a Minas Gerais o Grupo Concreto de São Paulo: os irmãos - Aroldo e Augusto de Campos e Décio Peguininattari  para uma exposição na Pampulha; antes dos anos 60. Fábio Lucas, Rui Mourão, Laís Correa de Araújo - esteios, alicerce que consolidam o trabalho que desenvolvemos em Minas Gerais á partir, sobretudo do tema que foi colocado durante a realização da 3ª Maratona Barkaça: Guirrilhas literárias - um século de resistência, através da literatura. ( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).

Participação de Divinópolis no processo
           
[...] A participação de Divinópolis se deve a partir de um conhecimento, da adesão sensível de prefeitos como Aristides Salgado e de professores emergentes, do início da antiga FAFICH; hoje FUNED, como: Irene Amaral, Adércio Simões Franco, Gilson Soares, Frei Leonardo; pessoas que ampararam esse movimento, juntamente com outros como: Sebastião Milagres e Fernando Teixeira que consolidaram esse trabalho e que permitiram oportunamente, Divinópolis vir a ter uma das maiores poetas do Brasil - que é sem dúvida, Adélia Prado. Permitiu também que Divinópolis viesse a ter um dos maiores artistas do mundo - o escultor Geraldo Teles de Oliveira - GTO. Outros grandes valores, como: Waldir Caetano na pintura e no desenho, Osvaldo André de Mello, na poesia, Lázaro Barreto, na ficção e na história. ( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).


[..] Então, esta palestra que proferi na 3ª Maratona Barkaça se reveste desse significado. Tudo para mostrar que Divinópolis teve nos anos 60, como as cidades aqui citadas: Itapecerica, Oliveira, Montes Claros, Guachupé, Belo Horizonte, Juiz de Fora - todas representam essa efervescência literária cultural que permitiram fazer uma iniciativa concreta; uma vez que os órgãos oficiais se negam a dar apoio completo. Tenho ouvido, a muito tempo de ex-prefeitos, ex-secretários de cultura de Divinópolis; muito em função de uma omissão. Muito mais do que de um respaldo que houve nos anos 60 e 70 e depois houve um interregno que a gente já falou e que não comprometeu a cultura divinopolitana, mas, diluiu; a pulverizou - num processo que se identifica hoje, com o que mais existe no país: a mesmice, o besteirol, a repetição, o protecionismo de determinados segmentos que são de interesse oficial.Divinópolis é hoje um pólo cultural que se deve em muito ao que se teve nos anos 60, 70”adverte o escritor saudosista.( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).

Movimento Barkaça surge após longo interregno

E o professor Márcio Almeida faz questão de dar ênfase a um período meio nublado que Divinópolis passou.

[..] Inúmeras iniciativas culturais foram esquecidas no tempo. O poder público sucumbiu ao que seria seu papel e após longo interregno, que acredito ter sido de duas a três décadas, o Movimento Barkaça veio trazer de volta a irreverência. Barkaça é uma política cultural contra o kit. Contra, também a mesmice e o besterol. O Barkaça está cada vez mais reconhecido no país pela sua ousadia. ( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).

[...] Pela sua forma revolucionária de fazer arte; sobretudo literatura, de modo muito especial, a poesia. Eles começaram aqui em Divinópolis com o Carlos Lopes, fazendo um trabalho de resistência, há pouco mais de dois anos. ( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).

 [...]Esse trabalho prossegue e hoje, de uma forma exemplar, há de ser reconhecido não apenas pela academia, mas também pela própria mídia nacional que está de alguma forma receptiva e proativa a esse tipo de movimento. Tudo que se faz por aqui é através do Barkaça. ( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).

Barkaça - irreverentes que praticam a carvanalização

[...] O Barkaça significa a irreverência. Acontecimento anteacadêmico. O que não se faz em função do que se repete. Do ousar enfrentar o starbrich cultural. A turma do Barkaça além de jovens é ousada. Trazem no sangue e na mente uma criatividade capaz de afrontar a mesmisse. Capaz, também de afrontar o mercado editorial, instalado hoje no país, que está cada vez mais se fechando em torno de ícones fabricados; ou seriam pré-fabricados? Tudo pela Academia. Porque a Academia não dá chance às pessoas: jovens, ousados, irreverentes e que praticam a carnavalização ,vindo do Bakunin que se punha com seus próprios valores. Falo isso porque venho de geração que dessacralizou status corpore  - quebrou o cristal do que havia de mais estabelecido. Isso faz com que se cresça ou então, desapareça desse mercado. Um mercado de muita concorrência; às vezes desleal. É um mercado de muita vaidade. É um mercado que somente através do talento, da criatividade é que o(a) autor(a) irá se impor e vencer pela criatividade. ( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).


[...] Sobre o Barkaça, fazem desde a poesia marginal, a poesia concreta, o poema processo, o poema visual, o poema digital. O Barkaça então, é uma simbiose, é uma síntese, é um paydeuma que se estabelece em Divinópolis em função de uma garotada que está arrepiando os status corporedas. Academias de Letras. Outras academias inclusive não têm referência nem para se manterem; no mesmo nível em que se faz vanguardas ou revoluções no país.

[...] O Barkaça tem esse significado de convergir experiências, agregar valores, reunir experiências díspares (literatura, poesia, artes plásticas, experimentação digital). É o caso da Carol, do Dioli e do Mingual que numa cidade provinciana; no caso, Divinópolis, se expandem mundo e expõe uma criatividade que não pode ser negada, pela academia. Então, essa Academia começa na FUNED com a iniciação ao Curso de Letras, que precisa levar esses meninos lá pra dentro, para que de fato possam respaldar a teoria literária que se vai estudar. Hoje não há mais interesse em estudar Machado de Assis. Machado de Assis é um saco. È uma doença, é um câncer. Tem dois séculos que só se fala em Machado de Assis. Hoje precisa-se conhecer: Adélia Prado, Lázaro Barreto, Osvaldo André de Melo, Carlos Lopes, Dioli, Karol Penido, Juca, Mingual - são valores que estão incomodando a cidade no bom sentido, com criatividade, não são pessoas estandartizadas, prontas e dentro de um sistema. Homogêneas. O heterônio neles é que causa o estranhamento e o estranhamento é o que faz a surpresa e enriquece, hoje a literatura. ( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).


[..] São esses valores que a academia passou durante 03 ou 04 décadas, que precisam ser retomados, mas num nível crítico. Professores de Teoria Literária, de Literatura precisam fazer esta retomada de valores; afim de que os valores que hoje existam, possam ser reconhecidos. Caso contrário, eles vão cair num ostracismo muito grande e sem chance de se imporem, não no mercado editorial, mas junto ao público leitor. Em síntese é o que justifica ser hoje, o Barkaça. É isso que justifica a permanência de Divinópolis no contexto cultural do Brasil. ( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).

Márcio Almeida foi questionado sobre a possibilidade do Grupo Barkaça ser rotulado de anarquista. O autor de vasta bibliografia contra-argumenta:

[...] O fato do Barkaça ser rotulado de anarquista não modifica nenhuma intenção, mesmo porque são somente rótulos. São apenas conceitos desgastados numa sociedade caduca que não se justifica. E se forem? Eles não são marginais. E se forem? Que diferença faz isso hoje, dentro de um contexto multiculturalista - onde você comunga de valore de anos, de Sabará ou pós moderno na linha dos franceses ou pós moderno numa linha bahiana (Aris Salomão, Antônio Rizzieri.Ou quem sabe, numa linha paranaense (Alice Ruiz, Paulo Lemink, Jussara Salazar. Seriam eles, anarquistas? Ou marginais por fazerem diferentes?  Numa época em que se cobra a diferença. O que é a diferença? O que justifica a diferença? É o fazer bem feito ou a criatividade em função do inusitado? É preciso ficar atento a essas sutilizas porque quando se diz que uma pessoa é anarquista, no Brasil, esse sentido é pejorativo. Não acrescenta em nada, Se é uma Zélia Gattai dizendo: Sou anarquista, graças a Deus, é interessante ela afirmar isso porque ela faz parte da mídia. Ela foi mulher de um Jorge Amado. Amanhã se a Carol chegar num meio de comunicação que é anarquista, ela poderá ser ezecrada por uma coisa que ela não é. Ela é criativa - uma pessoa genial. ( Márcio Almeida - professor, escritor e poeta).

            ns, ousadas, irreverente e que praticam a carvanalizaçouve um interros, Guachup






            ns, ousadas, irreverente e que praticam a carvanalizaçouve um interros, Guachup






26 de jan. de 2011

De vendedor de picolé a empresário

Na vida há sempre exemplos a serem seguidos. Numa conversa  informal, o empresário do setor de suplementos de informática, Eduardo Alexandre de Carvalho (30), proprietário da Print Júnior - empresa consolidada no mercado, revela sua árdua trajetória  - uma grande caminhada até os dias atuais. Foram momentos difíceis, de muita dedicação e de muito aprendizado- um exemplo para todos nós.


Eduardo Alexandre de Carvalho é daquelas pessoas dedicadas que passou o pão que o diabo amassou para ser um empresário bem sucedido. Hoje, tem sua empresa consolidada no mercado com grande credibilidade junto aos fornecedores e também clientes. Eduardo é proprietário da Print Júnior. Casado com Sabrina Pardini com quem tem três filhos: Victor (03), Carolina (06) e Júnior (07).

Eduardo possui o segundo grau completo tendo concluído seus estudos na Escola Estadual Martin Cyprien. Seu pai, o fazendeiro de Martinho Campos, Lili José teve apenas dois filhos e faleceu com 44 anos, em 1983, quando Eduardo tinha apenas 02 anos.

  As coisas andaram difíceis para a família de Eduardo. Os animais tiveram que ser vendidos para sobrevivência. Os dois filhos eram ainda muito pequenos para lida na fazenda. A solução foi mudar para a cidade.
 Por necessidade em auxiliar a família nas suas despesas diárias, o garoto Eduardo inicia sua trajetória no mercado de trabalho de forma prematura, com apenas sete anos, vendendo picolé para o Senhor Manoel, hoje, Lanchonete K-Tispero. Depois foi a vez de ampliar um pouco mais suas ofertas: além de picolé, ele agora vendia também; coxinhas e empadinhas. Em 1990, Eduardo trabalha no Varejão Vanderley com apenas nove anos de idade.



A arte de conciliar trabalho e estudo

O persistente comerciante-mirim em potencial não abandona os seus estudos apesar das inúmeras dificuldades apresentadas. Trabalhando no Varejão como repositor de frutas e verduras, ele consegue energia para cursar a 3ª e 4ª série na Escola Estadual Halin Souki.

Na carteira profissional, Eduardo tem de 1994 a 1998 seu registro na Hiper Papelaria como vendedor e balconista. Cruzeirense, Eduardo comete aquela que seria a única falha cometida em toda a sua trajetória: - ele mata serviço para assistir a final do Campeonato Mineiro onde o seu time de paixão iria disputar o título.

   Essa ousadia lhe custou o emprego. De currículo em punho, o agora adolescente Eduardo se vê diante de um novo desafio: o de conseguir uma vaga no mercado de trabalho para poder auxiliar nas despesas de sua casa. Com 17 anos consegue trabalho na Lanchonete e Pastelaria da Enésia, hoje, Pastelão, na função de balconista. Permanece por menos de um ano quando é convidado a retomar o seu cargo na empresa que havia o demitido -  Hiper Papelaria.
Pessoas dedicadas sempre vão mais á frente dos seus objetivos e metas. Com Eduardo, não podia ser diferente.  Em 1999 ele presta serviços a Dimecol, tendo sido admitido como peão e em 2002; ano em que deixou sua função, exercia o cargo de gerência. Como gerente, participou da transposição da loja, ocasião em que todas as decisões administrativas passavam por ele. Eduardo considera essa fase a de maior aprendizado.


17 de jan. de 2011

Avanço em busca de novas conquistas

O Sindicato Rural de Divinópolis implantará novos serviços de atendimento aos associados em 2011. Com a aprovação da nova Lei do Código Florestal, a entidade irá oferecer convênios com profissionais de advocacia, topografia e agronomia. Implantará também o Banco de Emprego Rural que vai oportunizar ao trabalhador vagas de emprego e ao produtor rural, mão de obra qualificada. Sobre a realização da 41ª Divinaexpo a grade de shows está sendo guardada a sete chaves e há quem diga que muitas surpresas estão sendo reservadas. O presidente do Sindicato Rural de Divinópolis, Irajá Nogueira também percorre de forma ligeira como ele só, assuntos de interesse dos associados e também da comunidade de Divinópolis e região.

O presidente do Sindicato Rural de Divinópolis, Irajá Nogueira faz balanço de sua gestão e anuncia avanços em busca de problemas históricos; como a reforma de banheiros e a construção de espaço coberto. Um muro maior e mais resistente foi construído em grande parte do entorno do Parque da Divinaexpo para oferecer mais segurança a todos.


[...] Sobre o Sindicato Rural de Divinópolis vale lembrar que a Instituição é sólida, muito bem posicionada no estado de Minas Gerais. A cada ano que passa o Sindicato Rural de Divinópolis cresce mais e hoje conta com cerca de mil associados, num universo que envolve quatro mil pessoas (associados e dependentes). Disponibiliza muitos serviços importantes para os produtores rurais de Divinópolis e região. Durante todo ano oferece a realização de cursos de capacitação e o Parque da Divinaexpo tem sido referência para eventos de médio e grande porte. (Irajá Nogueira – novembro de 2010)

[...] Também o Sindicato Rural é o responsável pela realização da Divinaexpo - reconhecida internacionalmente, o que torna o trabalho da equipe do Sindicato um fazer mais gratificante.

[...] Vale lembrar também a situação financeira que se encontra o Sindicato. O Sindicato Rural de Divinópolis não tem dívida nenhuma. O Sindicato Rural é autônomo, anda com suas próprias pernas. Existe reserva de caixa para arcar com novos projetos em curso e ainda aqueles a serem planejados. O Sindicato Rural de Divinópolis está em dia com todos os seus compromissos e cada vez mais trilha por um caminho de crescimento tanto para com os seus associados quanto para com a sociedade de Divinópolis. Para nós é gratificante percebermos o nível de aceitação da nossa gestão. São cerca de mil associados que com seus dependentes chegam a somar mais quatro mil pessoas com as quais convivemos durante todo ano.

Novos convênios

Para o ano de 2011 o Sindicato Rural de Divinópolis estuda a possibilidade de firmar convênio com escritórios de advocacia para oferecer mais este serviço ao associado que quase sempre tem inventários e outras tantas demandas nessa área de atuação.

Entrevista com Fabiano Tolentino

 O grande número de votos atribuídos a Fabiano Tolentino (31182 votos), em sua maioria é formado por força jovem - trabalho árduo e promissor desenvolvido em suas bases eleitorais, com apoio ostensivo de promoter’s, de Casas Noturnas, dos telespectadores e apoiadores do Programa Campo & Negócio- Tv Candidés, dos produtores rurais e também dos criadores da raça Campolina  


Perguntado sobre a importância da participação da sua consorte Sarah Tolentino em todo processo00

[...] O papel da Sarah é de fundamental importância. Ela é uma esposa presente que sabe compreender todas as etapas da campanha e também todo o contexto que requer a participação na vida pública. A Sarah é funcionária pública e trabalha no Centro de Referências Assistenciais e Sociais - CRAS. (Fabiano Tolentino)
  
Indagado sobre a pauta de  encontro agendado, a pedido do chefe do executivo, o deputado ainda não empossado esclarece:
[...] Foi um encontro informal a convite do prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), onde fui parabenizado e conversamos sobre o alinhamento entre o governo Anastásia, a Assembléia Legislativa de MG, a Prefeitura Municipal e os deputados federais eleitos por Divinópolis para que possamos fazer o melhor pelo município e região” pontua o ex edil.(Fabiano Tolentino)


[...] Entendo que no presente momento devemos unir forças, trabalharmos a coletividade em prol de melhorias para todo cidadão. (Fabiano Tolentino)
         
Inquirido sobre o que representa o ex-prefeito de Divinópolis, Demetrius Arantes na sua trajetória política ele sai na defensiva: 

[...] O Demetrius é uma pessoa que a gente estima, pois fui secretário na sua gestão em 2005/2008. Na verdade, nós tivemos muita condição de trabalho o que colocou muito bem o nosso nome para disputar o cargo concorrido de vereador – onde obtivemos uma votação expressiva de mais de 5.000 votos. Por tanto, o Demetrius e também o doutor Rinaldo Valério, são pessoas importantes na minha trajetória. Fui para Prefeitura a convite do doutor Rinaldo. Depois, numa mudança de secretário, foi que a gente teve a indicação e o total apoio do prefeito Demetrius. Os dois representam muito para mim. Se não fossem eles, talvez a gente não teria toda essa divulgação entorno do nosso nome e não teríamos chegado ao momento que estamos vivenciando. Se estou numa condição boa como deputado estadual eleito, devo muito ao trabalho prestado na secretaria de esportes. Devo muito a esses dois nomes. (Fabiano Tolentino)



Fabiano Tolentino - o fórmula I na corrida aos votos

 O grande número de votos atribuídos a Fabiano Tolentino (31182 votos), em sua maioria é formado por uma força jovem - fruto de um trabalho árduo e promissor desenvolvido em suas bases eleitorais, com apoio ostensivo de promoter’s, de Casas Noturnas, dos telespectadores e apoiadores do Programa Campo & Negócio- Tv Candidés, dos produtores rurais e também dos criadores da raça Campolina - um time vencedor que trabalhou até na prorrogação do segundo tempo. Uma equipe com árbitros, apontadores, bandeirinhas, gandulas, goleiros menos vazados, zagueiros, defensores, atacantes goleadores, torcida organizada e até reservas. Uma equipe da pesada, quase perfeita se não fossem os erros, a que todos estamos fadados a cometer. Não há quem não conviva com esse jovem iluminado que não espere do mesmo; um gesto de carinho, atenção e presteza nos serviços que requerem mais demandas. 

[...] Nós somos jovens. O jovem trabalhando com os jovens e para os jovens – isso é muito importante. Os eleitores jovens se espelham na gente - na forma de trabalhar e também na nossa forma de ser. Graças a Deus a juventude gosta muito do nosso trabalho, daí a identidade com o nosso nome. (Fabiano Tolentino)
[...] Trabalhamos na Secretaria Municipal de Esportes e realizamos: a construção da pista de skate, reformas nas quadras de esporte no Parque da Ilha, os eventos como: o pré-carnaval, campeonatos de todas as modalidades esportivas – uma referência para todo jovem. (Fabiano Tolentino)

7 de jan. de 2011

Memória quarentona de vida pública


Em visita ao gabinete do vereador Antônio Paduano (DEM) , numa conversa informal e amistosa ficamos sabendo de alguns detalhes de sua trajetória, nos seus mais de quarenta anos à frente de uma cadeira no legislativo municipal.

Com quarenta e um anos de vida pública e como vereador eleito por dez mandatos consecutivos; ele nos revela alguns segredos e conta episódios inéditos que ocorreram nos bastidores da política local.

Pergunta: Como é estar á frente de mandatos que muito provavelmente passou por no mínimo seis chefes do executivo; alguns com reeleição garantida?
[...] O meu primeiro mandato foi aquele conhecido, como sendo o mandato tampão de somente dois anos. Nesse ano, lembro-me muito bem, foi eleito o doutor Sebastião Gomes Guimarães. Depois do Sebastião, veio a administração do Antônio Martins Guimarães, Fábio Botelho Nottini, Galileu Teixeira Machado (02mandatos), Aristides Salgado (02mandatos), Domingos Sávio (02mandatos), Demetrius e agora; Vladimir Azevedo. Temos uma história pra contar muito interessante, em relação a todo esse período. Sempre nos relacionamos bem com todos. Temos amizade com todos prefeitos que passaram. Nunca tivemos nenhuma desavença com nenhum deles. Hoje pode-se afirmar que sou o vereador com mais tempo de legislatura que já tenha passado pela Câmara Municipal de Divinópolis. Em todos os tempos e em toda a estrutura legislativa local, temos a honra e a certeza da realização em dizer: que sou o vereador com maior número de mandatos de todos que já passaram pela Casa. (vereador Antônio Paduano - DEM)
Pergunta: O senhor recentemente recebeu uma comenda e um certificado do Instituto Tiradentes, reconhecendo a sua atuação junto ao Legislativo, a nível nacional. Conta como foi isso para o vereador Paduano?

[...] Foi uma grata surpresa porque o Instituto Tiradentes, através de uma enquete, simulou uma espécie de eleição, nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, em um site; onde o voto seria direcionado ao vereador mais atuante, naquele momento. Por essa pesquisa, eu tive a honra de ser o vereador mais votado em Divinópolis e região como sendo, o vereador mais atuante. Com isso, fui convidado a receber uma medalha e um certificado de honra ao mérito - tudo atribuído à nossa persistência. (vereador Antônio Paduano - DEM)

30 de dez. de 2010

Márcio Almeida - o guardião da literatura de vanguarda

                                                          
Márcio Almeida é um dos ícones da literatura brasileira.Participou de subseqüentes movimentos literários existentes por todo Brasil. No período de maior efervescência literária em Divinópolis, Márcio Almeida participou ativamente, na década de 60, do Movimento Agora e a da realização das Semanas de Arte
Mingal - um dos responsáveis pelo Barkaça

O escritor esteve recentemente em Divinópolis para compartilhar da 3ª Maratona Barkaça, onde proferiu a palestra: Guerrilhas Literárias em Minas - um século de resistência através da literatura.
 Na palestra, as palavras emitidas pelo professor Almeida nos revertem ao que de mais precioso existe em termos de literatura produzida no último século. Nos dá a noção exata e cronológica de autores consagrados e independentes que marcaram época com seus sonetos, versos e prosas, grupos literários e a essência da poesia, dita maldita pelo seu conteúdo contestador.

Márcio Almeida formula suas considerações
escritor Márcio Almeida
[...] Mais uma vez, ele vem à cidade de Divinópolis para participar de um evento cultural que já acontece desde o início da década de 60, quando havia por aqui, as Semanas de Arte e logo em seguida, o Movimento Agora - que tinha entre outros líderes: Lázaro Barreto, Fernando Teixeira, Sebastião Benfica Milagre, Osvaldo André de Mello, Waldir Caetano, Mauro Eustáquio, Maria Cândida; entre outros tantos. Eles sim agregavam aqui, regionalmente o que se fazia de mais interessante no estado - reunindo o pessoal de Vix e da Geração Frente que nasceu sob o signo do inconformismo para ampliar a ação poética em Oliveira, Estaca de Divinópolis, Lunapo  de Pirapora, Pitix Vereda de Belo Horizonte, além de todos os movimentos recém formados na antiga FAFICH, no bairro Santo Antônio que disseminaram o que em Minas tem como um dos principais minérios; a literatura. (Márcio Almeida - agosto de 2010).