11 de out de 2012

GTO: do homem simples do campo ao reconhecimento de seu talento - a trajetória de um artista

         Geraldo Teles de Oliveira, o GTO é o nome de um dos maiores escultores de todos os tempos. GTO nasceu numa família simples. Seus pais são de descendência portuguesa e indígena. Juntamente com a mulher foi lavrador, de sol-a-sol, tendo exercido essa profissão por longos anos para sustentar sua família. Nascido em Itapecerica (MG) em 1º de junho de 1.913, veio para Divinópolis ainda jovem à procura de um emprego que pudesse melhorar a sua renda e mudar de vez sua vida. GTO morou no Rio de Janeiro onde trabalhou de funileiro. Quando retornou a Divinópolis, por volta de 1.962 foi ser rondante do Hospital São João de Deus (naquela ocasião em construção).

Geraldo Teles de Oliveira- a fé de um homem e sua arte monumental

         O artista; até então, ainda não havia revelado sua vocação para a arte. GTO estava desempregado e a família passava por dificuldades. Já com idade um pouco avançada pede a Nossa Senhora que interceda junto ao Pai e lhe conceda algo que possa fazer com que mude de vida. De posse do pedido o artista GTO tem um sonho onírico (revelador) em que pedem a ele para pegar madeira e fazer figuras. Surge nesse momento o artista com características rústicas que reproduz a igreja de seu bairro, utilizando-se apenas de um pedaço de madeira e de um canivete. Desde então, as esculturas de GTO são compostas por muitos simbolismos que normalmente são advindos dos sonhos que o artista vivenciou anterior a sua criação. Seu universo permeia a cultura indígena, astecas, maias e incas. Também o tema reinado é presença em sua obra. Sempre impulsionado pelos seus sonhos o artista que era católico praticante, inicia sua carreira de escultor com 52 anos de idade. No ano de 1.967 participa da sua primeira exposição individual na Galeria Guignard, em Belo Horizonte. Dentro de uma simplicidade jamais vista e de uma pureza ímpar, GTO ocupa papel de destaque entre os artistas primitivos brasileiros de renome internacional.

Participação em exposições - coletivas e individuais

Geraldo Teles de Oliveira - GTO, participou da X BISP, SP (1969); I Salão de Arte Contemporânea, BH (1969); Biennale Formes Humaines, Musée Rodin, Paris, França (1974); Sala Especial na XIII BISP (1975); I Salão de Artes Plásticas do CEC, Palácio das Artes, BH (1978); Bienal de Veneza, Itália (1980). Participou, entre outras, das seguintes mostras coletivas: Copacabana Palace juntamente com Rodelnégio Gonçalves Neto e Júlio José dos Santos, RJ (1968); Mostra de Arte Ingênua, BH (1968), 1ª Semana de Arte, Divinópolis (1969); O Processo Evolutivo da Arte em Minas, Palácio das Artes (1970); Brasil Export 73, Bruxelas, Bélgica (1973); Galeria Montparnesse, Paris (1974); II Festival Mundial e Africano de Arte e Cultura Negra, Lagos, Nigéria (1977); Mitos e Magia, Bienal Latino-Americana, SP (1978); Galeria Bonino, RJ (1980); Art Brut, Cine Metrópole, BH (1985); Arte em Madeira, Museu do Folclore, RJ (1986); I e II Madeira à Moda Mineira¸ Galeria Trem de Minas, RJ (1987-88); Coletiva promovida pela Vale do Rio Doce, RJ (1990); Centro Cultural UFMG- 10 Anos, Centro Cultural UFMG, BH (1999). Fez várias mostras em Divinópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e em cidades do exterior. Foi realizada exposição póstuma durante a 31º`Semana de Folclore:Cinco anos sem novos sonhos de GTO, Galeira Paulo Campos Guimarães, BH (1995).

 Geraldo Teles de Oliveira - GTO: sobre o artista e sua obra:

Sobre o artista e sua obra foram realizados dois filmes de curta metragem: O Escultor dos Sonhos, de Camillo de Souza Filho e A Árvore dos Sonhos, de Carlos Augusto Calil.

Em 1977 a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, lançou um selo postal veiculando um de seus trabalhos, dentro da série dedicada ao II Festival de Arte e Cultura Negra e Africana.

Sua obra encontra-se em exposição permanente: Igreja do Senhor Bom Jesus, (Divinópolis); Prefeitura de São João Del’ rei, (MG); Museu Mineiro (BH), Fundação Clóvis Salgado e MAP, (BH); Casa de Cultura, (RJ).

A riqueza de detalhes encontrados nas esculturas de GTO empolgou Eduardo Simões, considerado o maior colecionador das obras de GTO no Brasil. Só na casa dele, em Nova Lima (MG), são 13 peças. Entre elas a que se destacou na exposição para chefes do estado, na ECO 92.

 

Em 1ºde junho de 2.013 comemora-se seu centenário de nascimento
GTO faleceu às 17h do dia 05 de junho de 1.990, quinta-feira, no mesmo Hospital São João de Deus, onde iniciara sua notável carreira de escultor, vítima de embolia pulmonar, provocada por insuficiência respiratória.

De Arraial à Cidade do Divino - a trajetória da ferrovia em Divinópolis


De Arraial à Cidade do Divino - a trajetória da ferrovia em Divinópolis

            Uma ferrovia não se limita, contudo, a linhas férreas, locomotivas e vagões. Inclui sistema de sinalização; cada vez mais moderno, de estações de embarque e desembarque e de cargas e passageiros; pátios onde se formam os trens e as oficinas, onde se empregam milhares de técnicos e de artífices especializados. Vale lembrar que nos idos de 1.940 foram construídas nas Oficinas Mecânicas da antiga Rede Mineira de Viação - RMV de Divinópolis, locomotivas a vapor e que operaram durante duas décadas. Seus técnicos tornaram-se nacionalmente conhecidos pela: habilidade, engenhosidade e dedicação à ferrovia.

Com as estradas de ferro vieram o desenvolvimento e o progresso

        Os ferroviários, principalmente do Ciclo da Maria Fumaça, no Centro-Oeste mineiro, dedicaram sua vida ao trabalho na ferrovia, e com empenho e responsabilidade, ajudaram a construir a história de Divinópolis e a expandir o movimento operário brasileiro através de suas lutas.

R M V - cronologia das reminiscências de um período de glórias

            1.889 - Com o prolongamento da Estrada de Ferro Oeste de Minas o Arraial do Espírito Santo do Itapecerica, tornou-se ponto de passagem, imposto pelo Rio Itapecerica, em seu curso natural que requeria desvio, Deste episódio deu-se à chegada do engenheiro chefe encarregado do trecho que partia de Oliveira; o doutor Henrique Galvão. Nesse mesmo período foram inauguradas as estações de Lavras e Oliveira.

 

            1890 - A partir daí o ramal ferroviário bitolinha 76 foi estendido até o distrito do Espírito Santo do Itapecerica e a estação local, ganha o nome de Henrique Galvão.

 

            1892 - O destacamento que antes estava em Oliveira, passou a dar manutenção às máquinas na Estação de Henrique Galvão, transformando em depósito de trens que aqui pernoitavam e que necessitassem de reparação.

 

            1893 - A primeira casa foi construída próxima à estação, pertencente ao Sr. Antônio da Costa Pereira, que também montou um hotel e uma padaria. A ferrovia, além de estimular o comércio e a produção agrícola, possibilitou o transporte de pessoas e cargas e a valorização dos terrenos por onde passou.

 

            1910- A Rede Mineira de Viação - R M V promoveu uma melhoria nas estradas e outras ramificações foram realizadas, como, por exemplo; a linha entre Belo Horizonte e Divinópolis.

 

            1914 - A R M V instala em caráter definitivo, as Oficinas da Estrada de Ferro, fabricando peças e equipamentos necessários ao funcionamento da via férrea. Além disso, se encarregavam do concerto e reparação maiores nas locomotivas e vagões de toda a ferrovia.

 

            1917 - A R M V adquire novas instalações para as: Oficinas da estrada de Ferro - construída em terrenos adquiridos pela empresa. Nessa área foram também construídas as casas para trabalhadores, dando assim origem a Vila dos Ferroviários; hoje, bairro Esplanada. Em Divinópolis foram ampliadas as ofertas de emprego, atraindo um enorme contingente de mão de obra; aumentando a população urbana, que por sua vez, ativou o mercado de consumo. Os estabelecimentos comerciais se ampliaram e diversificaram para atender a novas demandas dinamizando assim, a economia local. As Oficinas em Divinópolis foram chamadas pelos ferroviários de Casa dos Milagres.

 

            1931 - A R M V se firmou a partir da incorporação das Estradas de Ferro Paracatu e da Rede Sul Mineira a sua estrutura, fortalecendo o empreendimento, promovendo assim; o desenvolvimento: socioeconômico e político-ideológico.

 

1960 - O trabalho da R M V significou uma possibilidade de avanço para o homem do Centro-Oeste mineiro. Até por volta dessa década, na R M V foram registradas greves históricas pelos ferroviários.

 

1970 - Com a remodelação da R F F S A, ocorrida no início desta década, os ferroviários mais antigos foram desviados de função, remanejados para outros setores, afastados para tratamento de saúde ou aposentados. EM seus lugares foram contratados novos funcionários.

 

19970 a 2005 - A R F F S A  / entra num processo de ostracismo, ou melhor, apeados das posições. A Ferrovia Centro Atlântica adquire direitos de concessão por 30 anos das composições e de toda malha ferroviária pertencente a  R M V - R F F S A.

 

Texto extraído do livro: Da História de Divinópolis, Francisco G. Azevedo e Antônio G. Azevedo; do artigo: A Rede Ferroviária na sua viagem dos 30 anos, do jornalista Gentil José dos Santos - Jornal Estado de Minas, de 30 de Setembro de 1987; do folder: O Trem da História, elaborado pela professora universitária - Batistina M. Souza (tese mestrado) - UFMG - Ciências Sociais aplicadas à Educação.

 

PEDRO X. GONTIJO - PAI DE DIVINÓPOLIS

Integrando um grupo independente que se auto-intitulava: Homens Livres de Divinópolis, Pedro X. Gontijo é considerado o pai da “Cidade do Divino” por ter liderado a pugna pela sua emancipação. Homem de poucas palavras e de muita ação soube defender os interesses do então Arraial. Discutia idéias e não pessoas como gostava de afirmar.


Definido politicamente por ele mesmo como: - modularmente esquerdista afirmava com ênfase: - “o bem do povo deve ser a suprema aspiração dos governos”. Suas idéias revolucionárias desencadearam em uma maledicência com Frei Rafael, da Ordem dos Franciscanos Menores / O.F.M. - um inimigo pertinaz e acérrimo de católicos não praticantes (Jornal A SEMANA - de 04 de abril de 1.943). Para X. Gontijo, “Divinópolis sempre esteve em primeiro plano e em seus planos”. Suas afirmações no passado são de extrema contemporaneidade. Um homem acima de sua época.

 

EMANCIPAÇÃO DO ARRAIAL

Para efetivar a emancipação do Arraial, Pedro X. Gontijo contava com pouca percepção e quase nenhuma informação por parte dos moradores.  Precisava sensibilizar o patriarca Francisco Machado Gontijo e para isso; contou com a colaboração de Padre Matias Lobato que em viagem pela região acabou aportando por essas bandas a convite de X. Gontijo, inteirando-se dos fatos narrados anteriormente por cartas sobre a possível emancipação do Arraial. A adesão do clero ao processo de emancipação foi de fundamental importância para concretizá-lo.

MEMÓRIA DE FILHO

Ninguém melhor que Ascânio, o filho caçula de Pedro X. Gontijo; com 84 anos, para descrever o quão importante seja o desempenho de seu pai na emancipação político-administrativa do pacato Arraial do Espírito Santo do Itapecerica - hoje, a centenária Divinópolis. 

Pedro X. Gontijo deixou como herança valiosa: caráter, honestidade a toda prova e um nome a zelar. Para o empresário Ascânio Gontijo “a maior riqueza que um pai pode deixar para o seu filho é a sua conduta. Dinheiro gera conflitos e desarmonia na família. Zelar pelo nome é mais importante. Comumente ouvimos: - ele é filho de fulano de tal... A partir daí, todas as portas se abrem. Isso nos transmite uma maior segurança. Esforço-me muito para andar correto” pontua o exigente e grande observador.

            Ascânio se emociona quando perguntado sobre a convivência com Pedro X. Gontijo. “Ele me chamava cariosamente de filhinho, pois eu era o filho caçula dos cinco filhos que teve: Bubu; o mais velho, Pedro K., José e Elza (falecidos precocemente) e eu” resgata o saudosista.

ORQUÍDEAS, SEXO E MAGIA

ORQUÍDEAS, SEXO E MAGIA

Antônio Bernado
Diz à lenda que bruxas usavam as raízes tuberosas das orquídeas (semelhante a testículos humanos) no preparo de porções mágicas: as frescas para promover o amor, as secas para provocar paixões. Já os herbalistas do século XVII chamavam-nas de satírias, em referência ao Deus Sátyros da mitologia grega, habitante das florestas, que, segundo os pagãos, tinha chifres curtos e pés e pernas de bode. Na língua portuguesa, a palavra sátiro também é sinônimo de “devasso”, libitinoso. De acordo com a lenda, Orchis, filho de um Sátiro com uma Ninfa, foi assassinado pelas Bacantes - Sacerdotisas de Baco: Deus do Vinho. Graças às preces de seu pai, Orchis teria sido transformado em uma flor, que agora leva o seu nome: orquídea.

Desde a Idade Média, as orquídeas são populares por suas supostas propriedades afrodisíacas. Preparados especiais utilizando as raízes tuberosas e folhas carnosas de algumas espécies foram tidas como estimulantes sexuais e até mesmo capazes de auxiliar na produção de bebês de sexo masculino. Tornaram-se assim, sinônimo de fertilidade e virilidade.

Antônio Bernado - joalheiro bem sucedido e mantenedor do Orquidário e Centro de Pesquisa do Jardim Botânico (RJ).www.jbrj.gov.br – ORQUIDÁRIO – saiba mais
 


29 de mai de 2012

Festa dos Divinopolitanos Ausentes


O empresário e professor de inglês Otávio Paiva encontrou uma forma original de reunir os ausentes. Nas rodas de bate papo eles são sempre lembrados em histórias e estórias. Muitos moram distantes, alguns fora do Brasil. A data escolhida foi 02 de Junho - um dia após o feriado que comemora o centenário da “Cidade do Divino”; ocasião oportuna para reencontrar velhos amigos.



        O evento será realizado na sede campestre do Divinópolis Clube com início previsto para as 18 horas. Os ingressos poderão ser adquiridos na Boutique do Livro e na Delta Vídeo (Catedral), ao preço de R$30,00 (trinta reais). Ingressos limitados.



        Segundo Otávio Paiva: - “estarão presentes a Festa dos Divinopolitanos Ausentes, pessoas que aqui moravam na década de 60 e 70, período correspondente à efervescência cultural. Será uma ocasião única para estar revendo velhos e inesquecíveis amigos”.



        Na programação, estão previstas apresentações dos músicos: Sirlan, Márcio Lomiranda,Túlio Mourão, Zé Guela, Pharmácia e outros.



Os Djs marcam presença com os clássicos do rock e o melhor da MPB dos anos 60 e 70. As pick-up e os vinis serão a sensação da noite.



MOSTRA DE CULTURA 


Cds e Dvd`s de artistas locais, imas de fotos antigas de Divinópolis, documentário da artista plástica Celeste Brandão, exposição dos cartazes da SEMANA DE ARTE, exibição de fotos antigas no telão e a realização da mostra do fotógrafo: Paulo Salatiel e a apresentação de parte do acervo de fotos de Venâncio; são algumas das ações previstas para ocorrer, na Mostra de Cultura da Festa dos Divinopolitanos Ausentes.

 

SERVIÇO:

 FESTA DOS DIVINOPOLITANOS AUSENTES



02 de Junho (Sábado) - Sede Campestre do Divinópolis Clube

A partir das 18h

Ingressos limitados a R$30,00 (trinta reais)

Postos de venda: Boutique do Livro ou na Delta Locadora de Vídeo (Catedral)


12 de abr de 2012

A SECULAR TERRA DO DIVINO


Pela oralidade, o início do Arraial do Espírito Santo se deu com os fugitivos da Guerra dos Emboabas, no início do século XVIII. Segundo uma das versões contadas por memorialistas, Manoel Fernandes Teixeira chega em 1684 na pacata Passagem do Itapecerica. O desbravador e quase bandeirante fixou-se as margens do rio Itapecerica, habitada também, pelos índios Candidés.



DIVINÓPOLIS: HISTÓRIA – MEMÓRIA
Praça da matriz - início da ocupação do Espírito Santo do Itapecerica
 
Em 1770, Manoel Fernandes Teixeira doou o terreno para aconstrução de uma capela; hoje, correspondente ao local onde se encontra a CATEDRAL – erguida em devoção ao Divino Espírito Santo e a São Francisco de Paula.

Já em 1870, Tomaz Teixeira e Francisco Araújo Sá se estabeleceram no sertão do Espírito Santo do Itapecerica.

Por sua posição geográfica privilegiada, o Arraial do Espírito Santo do Itapecerica, tornou-se importante rota de comércio, o que muito contribuiu na concentração de pessoas para o surgimento e fixação de uma população nascedoura.

A inauguração da Estação Henrique Galvão, em 1890 proporcionou um grande avanço tecnológico e crescimento populacional – favorecendo as condições que mais tarde a levaria a sua emancipação.

Há mais de duzentos anos por aqui já se registrava a presença de uma população ainda tímida; muito pequena.

O primeiro governo municipal se instalou por aqui, em Junho de 1912.O primeiro chefe do executivo, registrado nos anais da história do município foi Antônio Olímpio de Morais.

C U R I O S I D A D E S

A “Cidade do Divino ” Já teve as seguintes denominações:

        • Passagem do Itapecerica
        • Arraial do Espírito Santo do Itapecerica
        • Distrito do Espírito Santo
        • Villa de Henrique Galvão
        • Villa de Divinópolis e por fim;
        • Divinópolis

A cidade já pertenceu as seguintes Comarcas:

      • Sabará
      • Tiradentes
      • Pitangui
      • Itapecerica

Rodovias que dão acesso à cidade:

      • MG 050
      • BR 494

Divinópolis está situada a:

      • 106 km de Belo Horizonte
      • 822 km de Brasília
      • 520 km do Rio de Janeiro
      • 540 km de São Paulo

OBS: I) O Reinado/Reisado é praticado por aqui há mais de 100 anos. A devoção e a tradição de um povo podem ser demonstradas facilmente nas festas realizadas no mês de Agosto. A Missa Conga e o Café de São Benedito são manifestações que ocorrem anualmente. A Irmandade do povoado de Branquinhos e de Nossa Senhora do Rosário possuem mais de 130 anos.

II) Na década de sessenta, Frei Mariano – O.F.M., administrava a assistência social na região de forma racional e cristã; minimizando os problemas de sobrevivência da população carente.

III) José Jaime Soares era o maior latifundiário. Ele era proprietário das fazendas: Patrimônio, da Cachoeira, do Choro, de Barreiro, dos Costas, da Mata da Onça, do Campo Formoso e do Pará (ou Fundão).

IV) A década de 70 é marcada pela difusão das instalações de Centros Comunitários e pelo incentivo governamental para o reflorestamento através do eucalipto.



C R O N O L O G I A

  • 1710 O governador de Minas – Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho intima os “CANDIDÉS” a serem proscritos voluntários e a se afastarem de Minas. Vieram então, se esconder em nossas terras (entre Barbacena e Pitangui). Depois de muito andar, instalaram-se à Cachoeira Grande, local que denominaram: Passagem do Itapecerica.

  • 1730 Anistia de Manuel Fernandes Teixeira (Candidés, que se estabelece aqui, definitivamente.

  • 1783 Fixação dos limites das Villas de São José Del'Rei, Pitangui e São Bento do Tamanduá.

  • 1785 Os familiares de José Carvalho Trindade
(primeiro padre e professor do Arraial) se desentenderam, causando uma tragédia com o registro de três mortes no lugarejo denomidado: CHORO.

  • 1828 Desde esta data; no mês de Agosto, grupos de reinado desfilam em numeroso cortejo.



  • 1830 No dia 23 de maio acontece um incêndio na Igreja da matriz; a primeira, com suas imponetes (duas) torres.

  • 1834 Início da construção da Capela do Divino – a segunda edificação – apenas uma torre.

  • 1841 O Distrito do Espírito Santo do Itapecerica passa a pertencer a Villa São Bento do Tamanduá (hoje cidade de Itapecerica).

  • 1841 Luciano da Silva Gama e sua mulher, Anna Maria de Oliveira vedem parte de suas terras, num lugarejo de nome: LAJE.

  • 1843 Joaquim de Oliveira Costa hipoteca uma casa na Viagem das Oliveiras; hoje, bairro Bom Pastor.

  • 1844 Clementino José Pereira passa escritura de doação de casas, localizadas abaixo de São José dos Cvampos – ERMIDA ao seu sócio.

  • 1844 Registra-se a primeira epidemia de varíola com seis óbitos.

  • 1846 O Estatuto da Irmandade do Rosário do Arraial do Divino Espírito Santo era registrado no cartório de Pitangui.

  • 1847 Manoel Alves Vieira vende suas terras de cultura para outras mãos.

  • 1851 Construção da Ponte de madeira sobre a Cachoeira Grande pelo capitão Domingos Francisco Gontijo.

  • 1875 Don Viçoso hospeda-se na Fazenda de Domingos Gontijo, no Gafanhoto (fazia divisa com o bairro Bom Pastor) tornando-se uma tradição hospedar missionários.


  • 1876 É erguido o Cruzeiro da Comunidade de Lagoa.

  • 1876 Os bichos ferozes, num lugar ermo; repleto de matas escuras; logo ganhou o nome de Cemitérios dos Vivos
(hoje correspondente a parte do bairros: Bom Pastor, Xavante, Serra Verde, Oliveiras, Candelária; até a Cachoeira do Caixão.

  • 1887 Nasce o Coronel Jovelino Rabelo – patrono da indústria e comércio.

  • 1888 Aportou-se por essas bandas um médico de nome: José Xavier Coelho, natural de Água Limpa – o primeiro que se tem notícia que aqui chegou para clinicar.

  • 1890 Com a chegada da estrada de ferro Oeste de Minas, inaugura-se a primeira estação ferroviária, construída na Rua do Comércio.

  • 1891 Firmino Cardoso de Azevedo fecha a estrada de acesso a Braúna deixando a passagem que vai ao Corrégo Sujo ( hoje, bairro Candelaária); alongando em muito o trajeto a ser percorrido.


  • 1894 Expedida a primeira certidão da Escritura de Doação de Patrimônio por Manoel Fernandes Teixeira.

  • 1895 Francisco Ferreira Fontes constrói um Cemitério murado de pedras em Santo Antônio dos Campos – ERMIDA e faz doação de terras de sua fazenda para a Igreja do Rosário.

  • 1907, Afonso Pena; então presidente da República Fedrativa do Brasil, autoriza a construção das linhas de ferro Henrique Galvão/ Belo Horizonte - Henrique Galvão / Garças.

  • 1910 O senhor Adolfo Machado organiza o primeiro cordão carnavalesco.


  • 1910 Fundação das Oficinas da Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA – importante empreendimento para alavancar o progresso de Divinópolis e região.

  • 1911 A Lei Provincial 556, cria o Arraial de Henrique Galvão.

  • 1911 A região começa a produzir e exportar lenhas, dormentes, cereais, cavalos e gado.

  • 1913 Fundado o único clube daquela época - Primeiro de Junho.


  • 1914 Inaugurado o sobrado que abrigou a primeira Câmara Municipal e mais tarde a Cadeia Pública.

  • 1915 A Villa Henrique Galvão é elevada a categoria de cidade, passando a ser denominada, Divinópolis – “Terra do Divino”.



  • 1917 Falece Padre Matias Lobato

  • 1918 Foi inaugurado o primeiro Grupo Escolar de Divinópolis – “Padre Matias Lobato”.

  • 1918 A área do município ainda continha trechos de matas virgens; algumas em capoeiras, mais de 50 fazendas agrículas e pastoris (entre as quais a de Manoel Antônio de Almeida, do CHORO com 450 alqueres e 300 cabeças de gado bovino das raças: zebu e caracu).

  • 1918 Inauguração da Santa Casa de Misericórdia, hoje; Lar dos Idosos.

  • 1918 A gripe espanhola assolou a região e matou cerca de 200 pessoas; inclusive dona Antônia, irmã do Padre Guaritá.
  • 1920 Inaugurado o Sistema de Luz Elétrica, gerada na Usina São José – próximo a Carmo do Cajurú e que se encontra ainda em atividade.

  • 1920 Inaugura-se o primeiro Posto de Saúde sob a chefia do médico Cassemiro Laborne Ravares, na então Villa Operária; hoje, bairro Esplanada.


  • 1922 Inaugura-se o primeiro templo da Igreja Batista local.

  • 1923 Surge o primeiro estabelecimento de ensino secundarista - “Liceu Divinópolis”.

  • 1923 O grã-mestre José dos Santos Portela funda em Outubro, a Loja Maçônica Estrela do Oeste.

  • 1923 Inaugurada a Loja Maçônica Estrela do Oeste de Minas.

  • 1923 O território é aumentado com a incorporação do
Distrito de Santo Antônio dos Campos – Ermida, então desmembrado do município de Itapecerica.

  • 1924 Chegam os primeiros frades da Ordem dos Fransciscanos Menores – O.F. M.

  • 1925 Restavam 3.500 hectares de matas na totalidade de 57.800 da área existente na zona rural.

  • 1926 Instalação do Cimitério do centro.

  • 1929 Surge a Escola Normal “Mário Casasanta”, hoje, Instituto Nossa Senhora do Sagrado do Sagrado Coração.

  • 1930 Nomeação de Pedro X. Gontijo para o cargo de Interventor Municipal.

  • 1930 Instalada a Superintendência da Companhia de Saúde Pública – SUCAM que em 1991 passa a ter outra denominação: Fundação Nacional de Saúde.
  • 1931 Instala-se a primeira Usina de Álcool Motor da América Latina - “Usina Engenheiro Gravatá”.

  • 1931 Falece o patriarca de família tradicional de Divinópolis, Francisco Machado Gontijo.

  • 1933 Conclusão das obras para construção da sede própria da Santa Casa de Misericórdia; hoje, abrigando o Asilo dos Velhos.
  • 1933 A Rede Mineira de Viação – RMV auxiliava a manutenção do Serviço de Malária mas, não conseguiu impedir a epidemia de maleta de 1936 que registrou cerca de 200 óbitos.

  • 1936 Montada a gráfica da Comunidade franciscana.

  • 1938 Fundação do Divinópolis Clube por Palmério de Souza Ameno.

  • 1939 Vicente Alves dos Santos compra um sítio no Córrego do Barro, onde criava 10 vacas paridas; vendendo o leite excedente nas ruas.

  • 1942 Circula a primeira edição do Jornal “A SEMANA”.

  • 1942 Surge o Colégio São Geraldo, conhecido pela sua majestosa fanfarra.

  • 1943 Vicente Alves dos Santos adquiri a Fazenda de Parí (bairro São José).

  • 1945 Surge o Divinópolis Tênis Clube – D.T.C., para o orgulho de todo desportista.

  • 1950 Falece aos 85 anos de idade, o engenheiro Antônio Gravatá – responsável pela criação em Divinópolis, da Iª Usina de Álcoól Motor da America Latina (1939).

  • 1951 Um relatório da RMV lamenta a perda de extensas matas e o aniquilamento de amplas faixas de solo cultivável. A produção de carvão, apenas começava.

  • 1953 Surge um estudo de Lincol Luiz Bessa que observava que o forno siderúrgico a carvão vegetal tem sua inconveniência no desmatamento, no empobrecimento do solo, na degradação do clima e de outras condições ambientais.

  • 1954 José Alonso Dias funda o Estrela do Oeste Clube – E.O.C. Um sonho de meninos descalços. O clube nasceu no quintal da Loja Maçônica Estrela do Oeste, na Rua São Paulo, centro.

  • 1952 A Escola de Samba do Nonô, a TUPY, desfila com 03 carros alegóricos.

  • 1954 No bairro Niterói, instala-se a sede própria da Cooperativa Agropecuária de Divinópolis por iniciativa dos produtores rurais: José Gomes Branquinho e Moacir Gomes.

  • 1955 Em Divinópolis é instalado e sintonizado o primeiro aparelho de televisão – residência de Waldemar Silva Mello.

  • 1955 Inaugura-se a sede própria da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Divinópolis.

  • 1956 Com o progresso em plena expanção, instala-se a Laminação Pains.

  • 1956 Instalação das dependências do Ginásio São Tomaz de Aquino – Estadual do bairro Porto Velho.

  • 1958 Inicia-se as atividades da Escola Profissional São Francisco de Assis.

  • 1959 Em Divinópolis é instalada a DIOCESE.

  • 1959 A Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG se instala por aqui; tendo como titular, Elson Penha Silva.

  • 1959 Na localidade conhecida como Cemitério dos Vivos é realizada a Iª Festa do Milho.
  • 1959 É instalada a CAMIG que tenta reativar a primeira Usina de Álcool Motor da América Latina.

  • 1960 O senso agrário demonstra que o município tinha 405 peopriedades agrículas com 2.328 hectares cultivados, ocupando 2.640 pessoas com a atividade.

  • 1960 Frei Mariano promove a Festa da Colheita, no QUILOMBO, com muita diversões, missas e passeatas no caminho.

  • 1962 Construção do Terminal Rodoviário de Divinópolis - um assassinato a arquitetura de época; ao colocar a baixo, a praça X. Gontijo.

  • É fundado o Conselho de Assistência Rural por Frei Bernadino Leers – O.F.M. E Veneza Guimarães.

  • 1965 O Decreto Lei 8733 cria o Centro Industrial de Divinópolis “Jovelino Rabelo”.

  • 1966 A Província Franciscana da Santa Cruz do Brasil é transferida de Divinópolis para Belo Horizonte.

  • 1966 Instalaçãoe realização do Salão de Arte – INSPIRART.

  • 1966 Divinópolis abria a 6ª Delegacia Regional de Ensino com representatividade de 52 municípios; de Abaeté à Corrégo Dantas.

  • 1966 José Francisco Cabral inaugura a sede própria do Iate Clube de Divinópolis.


  • 1967 Inauguração do Hospital São João de Deus.



  • 1967 Começa a circular o Jornal Agora.

  • 1967 Dalmi Delgado Mesquita funda o Sindicato Rural de Divinópolis (patronal); alavancando de vez as atividades relacionadas ao agronegócio e fetivando os folguedos tradicionais, como a festa do peão boiadeiro.

  • 1968 Inaugura-se o Hospital São João de Deus – administrado pela Ordem Hospitaleira São João de Deus para servir a comunidade, totalizando 14.000 m2 de área construída.


  • 1968 Inauguração da Praça Governador Benedito Valadares – projeto premiado internacionalmente e idealizado pelo então arquiteto, Aristides Salgado dos Santos.

  • 1969 Realização da Iª SEMANA DE ARTE que lançou o escultor Geraldo Teles de Oliveira – G.T.O.

  • 1970 Surge a Loja Maçônica Mestre Rangel.


  • 1975 Chega a Divinópolis a Telecomunicações de Minas Gerais – TELEMIG com sede própria, operando em 68 municípios e 92 localidades da região, com cerca de 16 mil terminais.

  • Primeiras manilhas são colocadas
    1977 Divinópolis aloja a sede da Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais – COPASA com área de abrangência administrativa de mais de onze (11) municípios.

  • 1985 Inicia-se o ciclo da confecção de vestuários com a realização do Iº Salão de Moda de Divinópolis.




  • 1985 Morre assassinado, aos 52 anos, o maestro Ivan Silva.

  • 1987 Surge a Loja Maçônica Vertas Vincit.


  • 1989 Por iniciativa do empresário Lindolfo Fagundes, inaugura-se o primeiro Teatro em Divinópolis – THEATRON.

  • 1990 Falece o maior expoente das artes de Divinópolis; o escultor G.T.O.

  • 1991 Criação da Festa Nacional da Cerveja por iniciativa dos jornalistas: Itamar de Oliveira e Juca Mariano.